Os veículos de comunicação vêm assumindo desde o final do século XIX com o advento do jornal, um ritmo maior ao lado de outras áreas como a religião e a política.
Vivemos num planeta globalizado, onde impera o capitalismo e atravessamos um período de transição da era industrial para a tecnológica.
Com a criação do telefone, do rádio, da televisão e outros meios, a mídia tem invadido a sociedade com a oferta incessante de conforto, praticidade e comodidade às famílias. O que se sabe é que principalmente nas últimas décadas a sociedade sofreu enormes transformações impostas pela sua expansão e pela globalização da economia. O consumo passou a ser associado à moda, à estética impondo uma ostentação que refletiu na utilização de roupas, eletrodomésticos, automóveis, telefone celular e também nas redes de informática.
Quando esses aparelhos penetram nos nossos lares, ficamos eufóricos para explorá-los. Lemos o manual, mexemos, perguntamos, a curiosidade nos aguça o íntimo.
Nas grandes empresas os funcionários têm que se preparar para essa nova tecnologia. Precisam aprender a trabalhar em grupo, ter soluções rápidas e imediatas para os problemas que surgirem, ter idéias originais e criativas, econômicas e ecologicamente corretas.
No mundo científico também, grandes avanços têm acontecido em função da tecnologia. Desde a criação das vacinas para a erradicação das diversas epidemias como também a contribuição da engenharia genética e de alimentos na prevenção de diversas doenças.
Não se pode negar, a televisão, o vídeo, o DVD e agora o computador permeiam o ambiente escolar. Mas porque este ritmo alucinante não atravessa os muros escolares? E isso não acontece só no terceiro mundo. Até as grandes potências mundiais também se encontram aquém na área da educação. Os discursos e as teorias existem, mas a prática ainda é distante.
A utilização da web tem provocado intensas mudanças principalmente nos mais jovens. Também como poderíamos imaginar na década de 90 que hoje teríamos em torno de um bilhão de internautas no mundo? O tipo de linguagem, as imagens, os sons, tudo isso propicia o acesso a sites de busca. Eles oferecem de tudo: pesquisa a diversos órgãos, entretenimento, jogos, lazer, navegação por instituições de ensino, informações sobre empresas, trabalho, compra e pagamento, produtos, doenças, notícias atualizadas, transações financeiras. Há sites de bate-papo, relacionamentos, profissionais, educação à distância, comunidades de apoio ao cidadão e infelizmente até os desvios de conduta são facilitados. A rede de informação cresce indiscriminadamente.
Precisamos ressignificar o sentido da escola. A expectativa com relação ao novo existe e ela permite ampliar e estabelecer novas pontes entre o atual, o tradicional, o conservador com o novo, o moderno, o virtual.
A tecnologia atrai os mais jovens, precisamos discutir sobre a influência dela entre eles e ajudá-los a desenvolver o senso crítico. Precisamos explorar os veículos de comunicação em todas as suas possibilidades, precisamos pensar de forma multidimensional, o professor precisa renovar-se, ter habilidades diferenciadas, desenvolver novas práticas educativas. Muitos professores ainda desconhecem a ferramenta e o "mestre" é colocado à frente de termos para ele novos e insignificantes como: software, home page, e-mail, mas que fazem parte do dia a dia dos alunos. Eles devem deixar de ser o centro da aprendizagem e interagir com seus alunos, deixar de ser o informador para orientar e mediar a aprendizagem. As escolas precisam voltar seu olhar para dentro, reorganizar sua estrutura, projetos e currículos.
Precisamos modificar este paradigma e caminhar par um ensino de qualidade. "A monotonia da repetição esteriliza a motivação dos alunos."
Também não podemos supervalorizar a mídia como se ela por si só fosse melhorar a qualidade do ensino. São necessários investimentos, capacitação de profissionais. O governo precisa favorecer a democratização do acesso à informação.
Mas como pensar em inovação se ainda há escolas sem espaço, sem carteiras, com prédios sem infra-estrutura adequada para funcionar, salas improvisadas, e como esperar a mídia se muitas escolas sequer têm um banheiro decente? As instituições ainda têm muitas carências e precisamos exigir a liberação de verbas voltadas para a tecnologia da educação para que o acesso não seja discriminado.
Mesmo assim com toda essa dificuldade não devemos perder a esperança. Devemos arregaçar as mangas e fazer aquilo que estiver ao nosso alcance procurando agir com ética, respeito e inovando sempre que for possível.
Um comentário:
Olá Adriana,
Num mundo marcado pelas constantes mudanças, a tecnologia não pode ser sinônimo de exclusão social, por isso, a educação deve re-significar o seu uso.
Nos dias atuais a inclusão social está associada à inclusão digital. Democratizar os meios para uma nova prática pedagógica é uma ação que deve atender a todos os indivíduos, possibilitando melhorias na qualidade de vida.
Postar um comentário